A Petrobras elevou o preço do óleo diesel vendido às distribuidoras neste mês de março, com impacto que começa a se refletir de forma mais ampla na cadeia produtiva ao longo de abril. Com a mudança, o preço médio do diesel passou para R$ 3,65 por litro na saída das refinarias, representando uma alta de R$ 0,38 por litro em relação ao valor anterior. Os demais combustíveis não foram reajustados nesta rodada. Trata-se do primeiro aumento no preço do diesel em meses, num contexto de instabilidade no mercado internacional de petróleo agravada pelo confronto entre os Estados Unidos e o Irã no Estreito de Ormuz.
O diesel é, no Brasil, muito mais do que um combustível de uso pessoal: ele é o principal vetor energético do transporte de cargas, respondendo pela quase totalidade do deslocamento de mercadorias por rodovias, que representam a espinha dorsal da logística nacional. Um aumento de preço no diesel tem, portanto, um efeito multiplicador sobre a cadeia de custos, impactando desde o frete dos alimentos até o custo do transporte de insumos industriais, passando pelos serviços de coleta de lixo, abastecimento de água e outros serviços públicos que dependem de frotas movidas a diesel.
A decisão da Petrobras foi tomada num momento em que o governo federal havia zerado os impostos federais incidentes sobre o diesel, numa tentativa de conter a pressão inflacionária sobre o custo do transporte. A manutenção dos preços nas refinarias havia sido um objetivo implícito da política energética nos meses anteriores, mas a pressão dos custos de produção e refino, associada à alta das cotações internacionais do petróleo, tornou o reajuste inevitável segundo a lógica da política de preços praticada pela estatal.
Para o transportador autônomo e para as empresas de logística, o impacto é imediato: a tabela de frete mínimo do transporte rodoviário de cargas é indexada ao custo do diesel por determinação legal, de modo que qualquer aumento no preço do combustível produz reajuste automático nos fretes, num efeito cascata que atinge o custo final de praticamente todos os bens consumidos no país.
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Marcelo Henrique de Carvalho, editor-chefe
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