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O silêncio dos bons

Eu ando pelas ruas, entro nos mercados, sento nos bancos de praça… e observo.

Não ouço gritos por mudança. Ninguém fala em revolução.
Mas também ninguém parece satisfeito.

O silêncio dos bons me incomoda.
Essa quietude resignada de quem, por honestidade ou cansaço, vai se afastando da vida pública — abrindo espaço para os que tratam a política como um jogo sujo.
E o pior: a gente vai se acostumando.

Santa Catarina carrega problemas demais varridos para debaixo do tapete.
Tem cidade que se vende como modelo, mas vive sem esgoto tratado.
Fios embolados nos postes, imóveis abandonados no centro, terrenos esquecidos, risco por todo lado.
Tem jovem pilotando equipamento elétrico pelas ruas, sem habilitação — e ninguém parece ver.

Está tudo acontecendo… e o povo bom, calado.

Eu não consigo aceitar isso. Eu escolhi não me calar.

Nasci e me criei em meio a pessoas de personalidade forte, gente que falava olhando nos olhos, que dizia “sim” e “não” com firmeza, que não ficava em cima do muro.
Foi nesse ambiente que aprendi que caráter não se negocia, e que opinião não deve ser encolhida por medo de desagradar.

Essa base me moldou.
Fez de mim alguém que prefere a verdade desconfortável à mentira conveniente. Alguém que acredita que pensar com coragem é um ato de cidadania.
E que falar com clareza, em tempos de silêncio planejado, é uma forma de resistência.

Não sou dono da verdade.
Mas carrego comigo um compromisso: pensar com coragem, falar com clareza e honrar aquilo em que acredito.

Se você também sente esse incômodo,
talvez valha a pena acompanhar o que tenho a dizer por aqui.

Quem sabe a gente não quebra esse silêncio… juntos.

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