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Aumento de Deputados: Um Escárnio com o Dinheiro Público

Por Dr Emerson Magalhães

@emersonmagalhaes

emerson32534sc@gmail.com

 

Em um momento em que o país enfrenta dificuldades econômicas, cortes em áreas essenciais como saúde e educação, e milhões de brasileiros lutam diariamente para sobreviver, a Câmara dos Deputados avança em uma proposta absolutamente desconectada da realidade: o aumento do número de deputados federais de 513 para 531.
É, no mínimo, um escárnio com o dinheiro público. A medida soa como uma manobra para agradar aliados e ampliar o poder de barganha dentro da própria casa legislativa, sem qualquer consideração pela vontade da esmagadora maioria da população, que já enxerga a atual composição como cara, ineficiente e inchada.

Não há qualquer justificativa plausível que sustente esse aumento, ainda mais diante da pífia contraprestação entregue por grande parte dos atuais parlamentares. Infelizmente, o que se vê hoje na Câmara Federal é uma bancada, em sua maioria, despreparada e completamente desalinhada com os reais anseios do povo. Muitos dos que ali ocupam cargos públicos parecem mais interessados em lacrar nas redes sociais, alimentar vaidades ou
alimentar disputas ideológicas vazias do que em apresentar soluções concretas para os problemas que afligem o cidadão comum.

Aumentar o número de deputados significa ampliar gastos com salários, verbas de gabinete, cotas parlamentares, assessores, auxílio-moradia, passagens aéreas e toda uma estrutura que gira em torno do mandato. Uma máquina que já custa bilhões aos cofres públicos. E tudo isso, para quê? Para manter a lógica de troca de favores, alianças fisiológicas e manutenção do poder em detrimento da eficiência legislativa?

A democracia exige representatividade, é verdade. Mas também exige responsabilidade, seriedade e compromisso com o interesse público. O Brasil não precisa de mais deputados. Precisa de melhores deputados. Aumentar cadeiras no Congresso, diante da baixa qualidade do debate político e da falta de resultados práticos, é aumentar o problema, não a solução.

Enquanto o povo aperta o cinto, Brasília vive em outro planeta.

Emerson Magalhães – Advogado

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